quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Corra e treine melhor em 2011.

A partir de agora você poderá acompanhar o dicionário aqui no Blog. Fique atento aos links e detalhes dos posts anteriores.

GASES- Os gases intestinais incluem o Nitrogenio, Oxigenio, Gás carbono, Hidrogenio e Metano. A maior parte deles é derivada de carboidratos que não são quebrados ao passarem pelo estômago. Como o intestino não é equipado com as enzimas necessárias para quebrá-los, eles acabam fermentados por bactérias que vivem por ali. A quantidade e os tipos de gases produzidos dependem da mistura de microorganismos no colo. O consumo de grandes quantidades de fibras, leguminosas (feijões), amido, álcool e açúcar, assim como a aerofagia (engolir ar), podem aumentar a produção de gás no colo e a flatulência.

GLICOGÊNIO- É a forma na qual os carboidratos (açúcares) são armazenados no corpo. O sistema de regulagem interna do organismo desloca o açúcar diretamente para os lugares onde eles são requeridos. Os principais deles são o cérebro e os músculos. Por isso, não é preciso ficar comendo carboidratos a todo instante. O organismo consegue armazenar cerca de 500 g de glicogênio: 100 g no fígado e 400 g nos músculos.

GLICOSE- De longe, o mais comum e importante carboidrato. Fonte primária de energia do corpo, também é chamada de açúcar sanguíneo, já que circula pelos vasos e artérias. Produzida pelas plantas por meio da fotossíntese, no homem ela é obtida na digestão de açúcares e amido. Para atingir o interior das células, onde será usada como fonte de energia, é necessária a atuação de um hormônio: a insulina.

GRAMA- Ótimo piso para a corrida. O espaçamento entre as folhas (densidade) é um dos fatores que ajudam no amortecimento. Quanto mais densa, maior o amortecimento. Uma desvantagem é que, por não ser tão rígida, não favorece o bom aproveitamento do impulso, fazendo com que o gasto energético seja maior. Ainda existe a possibilidade de o terreno ser desnivelado, o que favoresceria as lesões.

 HIDRATAÇÃO- Reposição adequada de água e sais minerais durante a prática esportiva, perdidos pelo suor. Já que a água é o principal componente do corpo (compõe 75% dos músculos e 10% do tecido adiposo), é necessário repô-la para que o organismo tenha condição de continuar funcionando com precisão.

 HIPERTERMIA- Aumento anormal da temperatura corpórea, resultante do refriamento inadequado do corpo. O organismo é capaz de tolerar uma queda na temperatura interna de até 10 graus Celsius, mas não consegue suportar elevações maiores que 5 C. Quando o calor gerado pelo exercício não consegue ser removido do corpo, ele pode se acumular em órgãos e atingir níveis perigosos. Corrida em ambientes muito quentes e úmidos (entre 60% e 70%) são os maiores responsáveis pelo aparecimento de hipertermia.

 HIPOGLICEMIA- Queda no nível de glicose do sangue. Níveis menores que 70mg/dl indicam hipoglicemia. Esportistas podem apresentar um tipo de hipoglicemia chamado de rebote. Ela se manifesta quando há ingestão de alimentos de alto índice glicêmico até 30min antes da corrida. Eles provocam o rápido aumento da glicose e, consequentemente, a liberação de muita insulina para compensar esse pico de açúcar no sangue. Isso causa a diminuição abrupta da glicemia. Como a glicose é a principal fonte de energia para o cérebro e o sistema nervoso, os sintomas são tonturas, fome, náusea, desequilíbrio, fadiga, fraqueza, convulsão e sudorese. Para reverter os sintomas, é necessário comer açúcares de rápida absorção.

 HIPONATREMIA- Também chamada de intoxicação de água, geralmente é resultado do consumo excessivo de fluidos, da sudorese exagerada ou da ingestão inadequada de sódio (bebidas esportivas ou alimentos sem sódio ou sem a quantidade adequada), que levam à queda da concentração de sódio no sangue (o sangue fica muito diluído e os minerais que estão presentes nele também). Durante exercícios de alta intensidade, o sódio é perdido no suor. Os principais sintomas são desorientação, confusão mental, falta de coordenação motora, náuseas, vômito, dores de cabeça, diarreias e tonturas. O balanço de sódio no sangue é fundamental para transmitir os impulsos nervosos e para que os músculos contraiam corretamente. Estudos mostraram que atletas de alta intensidade chegam a perder mais de 2 g de sal por litro de suor. Se não tratada, pode levar à morte.

HIPOTERMIA- Em temperaturas muito baixas, o corpo pode perder calor mais rápido do que ele consegue produzir, levando a um estado chamado hipotermia, ou seja, a uma temperatura corpórea exageradamente baixa. Se ela atingir menos de 35 graus C, é considerado emergência médica e pode levar à morte se não tratada rapidamente. Os sintomas da hipotermia são sonolência e confusão.

 HOPSERLAUF- Exercício educativo que alterna corrida com saltos com joelhos elevados, em uma movimentação bastante exagerada da corrida, com o intuito de melhorar a técnica das passadas, além de fortalecer os músculos da coxa e melhorar a impulsão do atleta durante o salto.

 Agora você já sabe como se hidratar, como se alimentar e treinar adequadamente. Peça auxílio aos profissionais de educação física para otimizar o seu rendimento.

Um excelente 2011.



Abraços de paz com muita luz.
Joana Reis

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